Notícias
Quinta, 14 Abril 2016 22:37

Sobre a liberação da FOSFOETALONAMINA, importante leitura

Escrito por
Avalie este item
(0 votos)

Diante da sanção, pela Presidente da República Dilma Rousseff,da lei 13.269/2016, que autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes diagnosticados com neoplasi maligna,O Conselho Federal de Farmácia(CFF) reitera o seu posicionamento contrário à liberação da substância para uso sem a observância da legislação vigente,manifestado durante a tramitação do projeto que deu origem à lei.Essa posição foi declarada em duas audiências públicas e por meio de uma nota técnica emitida pelo Centro Brasileiro de informação sobre medicamentos (CEBRIM/CFF). lida no congresso nacional pela senadora Vanessa Grazziotin.

As exigências feitas na Lei n 6.360, de 23 de setembro de 1976, de que nenhum medicamento, droga ou insumos farmacêuticos, inclusive importado, poderá ser industrializado, exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde/ANVISA, estão alinhadas às adotadas por agências de regulação sanitátia exitentes em todo o mundo. Não por acaso. A finalidade é proteger a população de produtos ineficazes e/ou nocivos.

Lastimável que deputados federais,senadores e a própria Presidente daRepública revoguem,mesmo que temporariamente e em carater excepcional,uma lei que se baseia no principio universal do respeito a ciência e à vida.

A fosfoetalonamina ( c2 h2 NO2 P ) é um composto presente nas células de mamíferos e que participa da biossintese de membramas de mitocôndrias. Essa substância é bastante conhecida pela área farmacotécnica, sendo utilizada como adjuvante em diversas formulações farmacêuticas e, em principio,não se espera que tenha qualquer efeito.

Não há comprovação científica deque a substância seja eficaz para o tratamento de qualquer tipo de câncer e as evidências contemporâneas sobre seus efeitos em pacientes com a doença ainda são insuficientes.o seu uso de forma empírica e sem suficiente respando científico de eficácia e segurança , expõe seus usuários a danos e cria falsas expectativas de cura.

Lamentável também constatar, que as autoridades, ao tomar tal atitude, tentem "lavarsuas mãos". Esta explicita na lei a tentantiva de trasferir a responsabilidade pelo uso da substância ,ainda sem comprovação de eficácia e segurança,para os pacientes, pessoas fragilizadas por uma doença grave e de prognóstico ruim em boa parte dos casos.

Comorepresentante da classe farmacêutica, que tem papel essencial na construção do saber cientifíco, que permeia toda a cadeia produtiva do medicamento e que oferece os subsidios necessários a uma legislatura responsável emsúde, o CFF externa seu protesto e informa que acompnahará o desenrolar dos fatos, prodendo inclusive tomar providências futuras para assegurar que a saúde das pessas seja preservada.

 

Brasilia , 14 de abril de 2016

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA ( CFF)

 

Notícias similares

G1 - 'Profunda preocupação', diz Anvisa sobre liberação da ...

Fosfoetanolamina não é remédio | Notícias JusBrasil

Relatórios de Ministério dizem que pílula da USP não é ...

CFM 'não recomenda' adoção de fosfoetanolamina antes de testes
ESCLARECIMENTOS À SOCIEDADE | Instituto de Química

 

Lido 1038 vezes Última modificação em Quinta, 14 Abril 2016 23:20

+ Notícias