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A equipe do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim), do Conselho Federal de Farmácia (CFF), reuniu, nesse espaço, links de acesso a fontes de informação oficiais e científicas relevantes para subsidiar gestores e profissionais da saúde, e orientar a população, para o enfrentamento dessa nova epidemia. 

 ATENÇÃO!

O uso de medicamentos por conta própria, sem orientação profissional, deve ser evitado.

Paciente, consulte sempre o farmacêutico!

Farmacêutico, seja uma fonte de informação segura sobre saúde. Oriente os usuários de seus serviços e, ao detectar um caso suspeito de coronavírus ou de qualquer outra doença potencialmente relevante, transmissível ou não, encaminhe o paciente a outro profissional ou serviço de saúde.  

 Material de apoio - CFF

 

Plano de Resposta à Pandemia de COVID-19 para a Farmácias Privadas e Públicas da Atenção Primária 

       

   

Folder de orientação à população e Guia de Bolso para o Farmacêutico

       

Folder                     Guia de Bolso

  Normativas e Legislação

NOTA TÉCNICA 01/2020/ANVISA

Orientações gerais - A doação de álcool 70%

NOTA TÉCNICA SOBRE CLOROQUINA E HIDROXICLOROQUINA/ANVISA

NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº 02/2020 - PGT/CODEMAT/CONAP

Nota Técnica para a atuação dos membros do Ministério Público do Trabalho em face da declaração de pandemia da doença infecciosa (COVID 19) do novo coronavírus, declarada pela Organização Mundial de Saúde - OMS

OFÍCIO Nº 473/2020/CPFP/CGAFB/DAF/SCTIE/MS 

Comunica a alteração, em caráter excepcional e temporária, de regras previstas para a comercialização e dispensação dos medicamentos e/ou correlatos no âmbito do Programa “Aqui Tem Farmácia Popular”

NOTA TÉCNICA Nº 134/2020-CPFP/CGAFB/DAF/SCTIE/MS

Trata-se de alteração, em caráter excepcional e temporária, no âmbito do Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB)

MODELO EXEMPLIFICATIVO DE PROCURAÇÃO

Para retirada por terceiros de medicamentos e/ou correlatos fornecidos pelo Programa Farmácia Popular do Brasil 

NOTA INFORMATIVA Nº 1/2020-SCTI E/GAB/SCTIE/MS

Assunto: Recomendações para reorganização dos processos de trabalho nas farmácias e para a dispensação de medicamentos em situação da epidemia de COVID-19 (Doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV—Z).

 Novo coronavírus

            - O que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção 

              (Ministério da Saúde)  

 Boletim Epidemiológico  

         - Dados epidemiológicos e Guia de Vigilância Epidemiológica 

           (Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde)

    

             - Plataforma integrada de Vigilância em Saúde (IVIS) 

           (Ministério da Saúde)  

 Acompanhe as ações regulatórias 

            Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  

 Relatórios situacionais diários 

         -  Boletins diários, sobre a situação no mundo, com número atualizado de casos suspeitos e                  confirmados, mortes, etc.  

         - Organização Mundial da Saúde/Organização Pan-Americana da Saúde (OMS/Opas)

           boletins diários  

         - Organização Mundial da Saúde/Organização Pan-Americana da Saúde (OMS/Opas) 

           conceitos, linha do tempo, situação no Brasil (textos em português)  

         - Universidade Johns Hopkins, EUA (The Center for Systems ScienceEngineering - CSSE)    

Informações para a imprensa, orientações gerais à população, material técnico e orientações aos viajantes 

         - Organização Mundial da Saúde /Organização Pan-Americana da Saúde (OMS/Opas)

Guia de Produção Local: Formulações de gel antisséptico recomendado pela Organização Mundial da Saúde /Organização Pan-Americana da Saúde (OMS/Opas)

Centros para Prevenção e Controle de Doenças, EUA (Centers for Disease  ControlPrevention/CDC) 

Interim Guidance for BusinessesEmployers (Centers for Disease ControlPrevention - CDC)  

 Periódicos científicos com informação relevante: 

                Artigos relativos à epidemia, incluindo relatos de casos, guias de enfrentamento e comentários 

            - Journal of American Medical Association - JAMA 

            - British Medical Journal - BMJ 

            - New England Journal of Medicine – NEJM 

            - The Lancet 

Nesta quarta-feira (26/02), estiveram reunidos na sede do CRF-PB em João Pessoa os Conselheiros e diretores do CRF-PB e do CFF, membros da diretoria do SIFEP-PB e colegas farmacêuticos. Na oportunidade foram dados os esclarecimentos jurídicos necessários e discutido sobre os procedimentos adotados pelas duas entidades sobre os Editais publicados dos Concursos que oferecem os baixos salários, o que representa um desrespeito a toda classe FARMACÊUTICA. Na reunião ficou deliberado a criação de uma comissão para trabalhar nesta questão dos editais de concursos públicos e buscar articulações políticas para aprovações de leis que regulamentem a questão com os nossos representantes do poder legislativo.

 O que são coronavírus? Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa (do inglês crown). Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome). Os vírus foram denominados SARS-CoV e MERS-CoV, respectivamente.
 
 
 O que é este novo coronavírus? Trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV, até então não identificada em humanos. Até o aparecimento do 2019-nCoV, existiam apenas seis cepas conhecidas capazes de infectar humanos, incluindo o SARS-CoV e MERS-CoV.
 
Recomendamos evitar os termos “nova gripe causada pelo coronavírus” porque gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza.
 
 
 Como este novo coronavírus foi identificado? O novo coronavírus foi identificado em investigação epidemiológica e laboratorial, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro/2019 e janeiro/2020, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei. Centenas de casos já foram detectados na China. Outros casos importados foram registrados na Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnã, Cingapura, Arábia Saudita e Estados Unidos da América; todos estiveram em Wuhan.
 
 
 Qual a origem do surto atual? A origem ainda não está elucidada. Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan.
 
 
 Os coronavírus podem ser transmitidos de animais para humanos? Sim. Investigações detalhadas descobriram que o SARS-CoV foi transmitido de civetas (gatos selvagens) para humanos na China, em 2002, e o MERS-CoV de dromedários para humanos na Arábia Saudita, em 2012. Porém, existem vários coronavírus que causam infecção animal. Na maioria, infectam apenas uma espécie ou algumas espécies intimamente relacionadas, como morcegos, aves, porcos, macacos, gatos, cães e roedores, entre outros.

 A transmissão do coronavírus acontece entre humanos? Sim. Alguns coronavírus são capazes de infectar humanos e podem ser transmitidos de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do paciente infectado) ou por contato pessoal com secreções contaminadas. Porém, outros coronavírus não são transmitidos para humanos, sem que haja uma mutação. Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente.
 
 
 Há transmissão sustentada do novo coronavírus? Até agora, não há evidências. Está limitada a grupos familiares e profissionais de saúde que cuidaram de pacientes infectados. Também não há evidências de transmissão de pessoa a pessoa fora da China, mas isso não significa que não aconteça.
 
 
 Qual é o período de incubação desta nova variante do coronavírus? Ainda não há uma informação exata. Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de até duas semanas.
 
 
 Quais são os sintomas de uma pessoa infectada por um coronavírus? Pode variar desde casos assintomáticos, casos de infecções de vias aéreas superiores semelhante ao resfriado, até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória. Crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves. No caso do 2019-nCov, ainda não há relato de infecção sintomática em crianças ou adolescentes.
 
 
 Como ocorre o contágio e qual é a gravidade do novo coronavírus? Não se sabe até o momento. Alguns vírus de transmissão aérea são altamente contagiosos, como o sarampo, enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o 2019-nCoV é transmitido de pessoa para pessoa. Até que tenhamos esta informação mais acurada, recomenda-se que as precauções e isolamentos sejam adotados. Quanto à gravidade, devemos acompanhar a evolução da epidemia. Pelos dados iniciais publicados, a estimativa inicial é de que a letalidade seja em torno de 3% (26 mortes em 912 casos), inferior à do SARS-CoV e do MERS-CoV.
 
 
 Como é feita a confirmação do diagnóstico do novo coronavírus? Exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.
 
 
 Existe um tratamento para o novo coronavírus? Não há um medicamento específico. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.

 Como reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus?  Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;  Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;  Usar lenço descartável para higiene nasal;  Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;  Evitar tocar nas mucosas dos olhos;  Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;  Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;  Manter os ambientes bem ventilados;  Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.
 
 
 Existe uma vacina para o novo coronavírus? Como a doença é nova, não há vacina até o momento.
 
 
 Tomei a vacina contra a gripe. Estou protegido contra o novo coronavírus? Não. A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza.
 
 
 Estão contraindicadas as viagens para a China e para os países com casos importados?  Com base nas informações atualmente disponíveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda restrição de viagens ou comércio. Devemos acompanhar as recomendações, que são dinâmicas e podem mudar de um dia para outro.   
 
 Temos casos do novo coronavírus no Brasil? Até o presente momento, não há casos suspeitos ou confirmados no país.   
 
 
 Qual é a definição de caso suspeito? Febre acompanhada de sintomas respiratórios, além de atender a uma das duas seguintes situações: ter viajado nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas para área de transmissão local (cidade de Wuhan) ou ter tido contato próximo com um caso suspeito ou confirmado.
 
Febre pode não estar presente em casos de alguns pacientes, como idosos, imunocomprometidos ou que tenham utilizado antitérmicos.
 
 
 Qual é a orientação diante da detecção de um caso suspeito? Os casos suspeitos devem ser mantidos em isolamento enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Paciente deve utilizar máscara cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em quarto privativo. Profissionais da saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção). Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias, como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizada precaução por aerossóis, com uso de máscara profissional PFF2 (N95). Estas são as recomendações atuais do Ministério da Saúde

 Há risco de epidemia global? Sim, mas não há motivo para pânico neste momento. O Comitê de Emergência da OMS declarou que é cedo para declarar a situação como emergência em saúde pública de interesse internacional neste momento, devido ao número limitado e localizado de casos e pelas medidas que já estão sendo tomadas para que o surto não se espalhe.
 
 
 
FONTES: Ministério da Saúde do Brasil / Organização Mundial da Saúde (OMS) / Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
 
 
 
*Documento elaborado pelos médicos infectologistas: Dr. Leonardo Weissmann, Dra. Tânia do Socorro Souza Chaves, Dr. Clóvis Arns da Cunha e Dr. Alberto Chebabo

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