Os profissionais farmacêuticos da Paraíba  tiveram um final de semana bastante movimentado. Intensas ações de capacitação e qualificação estiveram presentes na agenda dos farmacêuticos da Paraíba. 
Paralelamente, aconteceram atividades nas cidades de João Pessoa e Campina Grande. Na Capital, foi realizado o mais novo  projeto do Conselho Federal de Farmácia, denominado 1º Meeting Paraibano de Farmácia Hospitalar e Farmácia Clínica. Ainda em João Pessoa, a agenda de trabalho contou com uma abordagem sobre Gestão de Resultados: pessoas processos e conflitos, desenvolvida pela consultora em Negócios, Luciene Scherer. Na Rainha da Borborema, aconteceu o 3º Módulo do Projeto Cuidado Farmacêutico na Farmácia Comunitária.

1º Meeting Paraibano de Farmácia Hospitalar e Farmácia Clínica

O Conselho Regional de Farmácia da Paraíba (CRF-PB), em parceria com o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e SBFC- Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária,  promoveram, neste final de semana em João Pessoa-PB, o novo projeto do CFF. Trata-se do 1º Meeting Paraibano de Farmácia Hospitalar e Farmácia Clínica. 
O evento contou com a presença de dezenas de farmacêuticos e diversos temas ligados ao mundo profissional foram abordados, a exemplo de atividades voltadas para a capacitação e aprimoramento dos conhecimentos dos farmacêuticos. 
Os trabalhos tiveram início com uma Conferência Magna, cujo tema abordado foi o (Re)nascimento da Clínica, Na sequência, os temas propostos passaram pelos mais variados debates, como a Superação dos Desafios da Comunicação, Melhoria Contínua em Farmácia Hospitalar, Marketing Pessoal, Abordagem e Avaliação das Tecnologias em Saúde, Comunicação Como Ferramenta Para o Cuidado Farmacêutico, entre outros assuntos.

Projeto Cuidado Farmacêutico na Farmácia Comunitária
 

O 3º Módulo do Projeto Cuidado Farmacêutico na Farmácia Comunitária, Gestão e Marketing, foi realizado na Escola Superior de Aviação Civil - ESAC, na cidade de Campina Grande-PB, nos dias 19 e 20 de julho.

O Projeto de Capacitação, fruto de uma parceria entre o CFF, CRF-PB e UNIFACISA, foi aplicado pelo Professor Amilson Álvares, membro do Grupo de Trabalho de Farmácia Comunitária do Conselho Federal de Farmácia.

"Atividades desse nível só tem a somar no mundo farmacêutico paraibano. Esse é um trabalho que o CRF da Paraíba desenvolve constantemente, visando aprimorar e aperfeiçoar o trabalho farmacêutico, por meio de capacitações e qualificações que facilitam nossa atividade e beneficiam a população como um todo", destacou Cila Gadelha, presidente do CRF-PB.

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) faz alerta sobre a atuação de médicos estrangeiros em farmácia.

A entidade lembra que a responsabilidade técnica das lojas é exclusiva do farmacêutico e é proibido o funcionamento de consultórios médicos dentro desses estabelecimentos. O alerta, emitido na última sexta-feira (17), oficiou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que notifique às Vigilâncias Sanitárias dos estados e municípios para que fiscalizem e coíbam a ocorrência dessas infrações. O CFF também emitiu circular a todos os conselhos regionais que estejam atentos e colaborem com os órgãos de vigilância sanitária denunciando essa prática irregular, a exemplo do que já fazem em relação a outras irregularidades.

“Os conselhos de farmácia não vão permitir a usurpação do âmbito de atuação dos farmacêuticos e muito menos que seja desrespeitada a autoridade técnica desses profissionais, que é assegurada por meio da Lei nº 13.021/14”, destacou o presidente do CFF, Walter Jorge João.

As medidas estão sendo adotadas após o próprio dono de uma rede de farmácias postar um vídeo em redes sociais onde informa que uma médica cubana contratada de uma de suas unidades estaria prestando atendimento aos pacientes, apesar de o estabelecimento contar com duas farmacêuticas.

A atuação clínica dos médicos estrangeiros/cubanos dentro das farmácias infringe uma série de normas, entre as quais as leis federais nº 5.991/73 e 13.021/14, além dos Códigos de Ética Farmacêutica e de Ética Médica. É importante lembrar que os médicos cubanos não podem atuar como médicos fora do Sistema Único de Saúde (SUS) sem se submeterem ao Revalida, exame exigido no Brasil para o registro de diplomas médicos emitidos por instituições de ensino estrangeiras.

Portanto, dizer que a farmácia conta com um médico estrangeiro para atender seus pacientes configura, ainda, propaganda enganosa, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. Fonte: CFF Foto: Shutterstock

O fluxograma do município de Patos para a administração da penicilina em casos de sífilis foi construído e discutido pelos profissionais da SMS em conjunto com Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE), Conselho Regional de Medicina (CRM), Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Conselho Regional de Farmácia (CRF) e Secretaria Estadual de Saúde (SES)

Testes para detectar infecções por sífilis congênita e promoção de outras doenças sexualmente transmissíveis estarão disponíveis à população neste sábado, dia 09, das 8h às 11h, na Praça Getúlio Vargas, no centro de Patos, como parte do plano integrado de enfrentamento à sífilis, promovido pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Saúde.

Sífilis – É uma infecção sexualmente transmissível (IST) que pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios. Pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou para a criança durante a gestação ou parto (sífilis congênita). Por isso, o uso correto e regular do preservativo é a medida mais importante de prevenção da doença.

 

DST - Sífilis e Sífilis Congênita

O que é a Sífilis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Podem se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença.

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto (independentemente de exames anteriores). O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental.

Formas de contágio

A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se contra a sífilis.

Sinais e sintomas

Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.

Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte.

Diagnóstico

Quando não há evidencia de sinais e ou sintomas, é necessário fazer um teste laboratorial. Mas, como o exame busca por anticorpos contra a bactéria, só pode ser feito trinta dias após o contágio.

Tratamento

Recomenda-se procurar um profissional de saúde, pois só ele pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado, dependendo de cada estágio. É importante seguir as orientações médicas para curar a doença.

Sífilis congênita

É a transmissão da doença de mãe para filho. A infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê, quando este nasce gravemente doente. Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado é positivo, tratar corretamente a mulher e seu parceiro. Só assim se consegue evitar a transmissão da doença.

Sinais e sintomas

A sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal.

O diagnóstico se dá por meio do exame de sangue e deve ser pedido no primeiro trimestre da gravidez. O recomendado é refazer o teste no 3º trimestre da gestação e repeti-lo logo antes do parto, já na maternidade. Quem não fez pré-natal, deve realizar o teste antes do parto. O maior problema da sífilis é que, na maioria das vezes, as mulheres não sentem nada e só vão descobrir a doença após o exame.

Tratamento

Quando a sífilis é detectada, o tratamento deve ser indicado por um profissional da saúde e iniciado o mais rápido possível. Os parceiros também precisam fazer o teste e ser tratados, para evitar uma nova infecção da mulher. No caso das gestantes, é muito importante que o tratamento seja feito com a penicilina, pois é o único medicamento capaz de tratar a mãe e o bebê. Com qualquer outro remédio, o bebê não estará sendo tratado. Se ele tiver sífilis congênita, necessita ficar internado para tratamento por 10 dias. O parceiro também deverá receber tratamento para evitar a reinfecção da gestante e a internação do bebê.

Cuidados com o recém-nascido

Todos os bebês devem realizar exame para sífilis independentemente dos exames da mãe. Os bebês que tiverem suspeita de sífilis congênita precisam fazer uma série de exames antes de receber alta.

 

Fonte: Ministério da Saúde | Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
 
 
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