O fluxograma do município de Patos para a administração da penicilina em casos de sífilis foi construído e discutido pelos profissionais da SMS em conjunto com Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE), Conselho Regional de Medicina (CRM), Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Conselho Regional de Farmácia (CRF) e Secretaria Estadual de Saúde (SES)

Testes para detectar infecções por sífilis congênita e promoção de outras doenças sexualmente transmissíveis estarão disponíveis à população neste sábado, dia 09, das 8h às 11h, na Praça Getúlio Vargas, no centro de Patos, como parte do plano integrado de enfrentamento à sífilis, promovido pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Saúde.

Sífilis – É uma infecção sexualmente transmissível (IST) que pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios. Pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou para a criança durante a gestação ou parto (sífilis congênita). Por isso, o uso correto e regular do preservativo é a medida mais importante de prevenção da doença.

 

DST - Sífilis e Sífilis Congênita

O que é a Sífilis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Podem se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença.

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto (independentemente de exames anteriores). O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental.

Formas de contágio

A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se contra a sífilis.

Sinais e sintomas

Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.

Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte.

Diagnóstico

Quando não há evidencia de sinais e ou sintomas, é necessário fazer um teste laboratorial. Mas, como o exame busca por anticorpos contra a bactéria, só pode ser feito trinta dias após o contágio.

Tratamento

Recomenda-se procurar um profissional de saúde, pois só ele pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado, dependendo de cada estágio. É importante seguir as orientações médicas para curar a doença.

Sífilis congênita

É a transmissão da doença de mãe para filho. A infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê, quando este nasce gravemente doente. Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado é positivo, tratar corretamente a mulher e seu parceiro. Só assim se consegue evitar a transmissão da doença.

Sinais e sintomas

A sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal.

O diagnóstico se dá por meio do exame de sangue e deve ser pedido no primeiro trimestre da gravidez. O recomendado é refazer o teste no 3º trimestre da gestação e repeti-lo logo antes do parto, já na maternidade. Quem não fez pré-natal, deve realizar o teste antes do parto. O maior problema da sífilis é que, na maioria das vezes, as mulheres não sentem nada e só vão descobrir a doença após o exame.

Tratamento

Quando a sífilis é detectada, o tratamento deve ser indicado por um profissional da saúde e iniciado o mais rápido possível. Os parceiros também precisam fazer o teste e ser tratados, para evitar uma nova infecção da mulher. No caso das gestantes, é muito importante que o tratamento seja feito com a penicilina, pois é o único medicamento capaz de tratar a mãe e o bebê. Com qualquer outro remédio, o bebê não estará sendo tratado. Se ele tiver sífilis congênita, necessita ficar internado para tratamento por 10 dias. O parceiro também deverá receber tratamento para evitar a reinfecção da gestante e a internação do bebê.

Cuidados com o recém-nascido

Todos os bebês devem realizar exame para sífilis independentemente dos exames da mãe. Os bebês que tiverem suspeita de sífilis congênita precisam fazer uma série de exames antes de receber alta.

 

Fonte: Ministério da Saúde | Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
 
 

O Conselho Federal de Farmácia recebeu hoje, pela manhã, a secretária da de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, a médica Mayra Pinheiro. A reunião teve como objetivo estreitar o relacionamento entre o Ministério da Saúde e o conselho, visando à construção de políticas públicas de saúde na área da assistência farmacêutica. Estiveram em pauta temas como a qualidade do ensino em face aos cursos EAD; as estratégias para incrementar a inserção e o aproveitamento da força de trabalho do farmacêutico no Sistema Único de Saúde (SUS) e das farmácias comunitárias no suporte ao sistema, além da reorganização dos programas de residência multiprofissional.

A secretária fez um balanço positivo da reunião e muitos elogios ao CFF, que foi convidado a, nos próximos dias, participar de reunião com equipes do ministério, para que possa apresentar estudos sobre EAD e residência multiprofissional. A tarefa estará a cargo da presidente da Comissão Assessora de Educação Farmacêutica (Caef) e assessora da Presidência do CFF, Zilamar Costa. O conselho também foi incluído na agenda de reuniões que o Ministério pretende realizar com as diferentes profissões da Saúde para discutir os rumos da saúde pública no país.

Conforme a secretária, o ministério pretende priorizar os municípios em pior situação de maior vulnerabilidade. A intenção é adotar medidas como a implantação de carreira com progressão horizontal e vertical para as categorias envolvidas no atendimento direto ao paciente, incluindo a farmacêutica; fomentar os programas da atenção básica e investir na residência como ferramenta para a interiorização das equipes, entre outras medidas.

Mayra Pinheiro se disse “encantada” com a equipe “extremamente preparada” que encontrou no CFF. “São profissionais que estão pensando a saúde pública com um novo olhar, e que podem participar do SUS trazendo muitas inovações. Parabenizo o Conselho Federal de Farmácia pela forma séria com que vem conduzindo a questão dos cursos de formação a distância”, observou.

O presidente do CFF disse que a secretária tem uma visão ampla dos problemas da saúde no país, e a expectativa é a de que ela imprima uma nova dinâmica às questões relativas à área. “Vários pontos importantes, que afligem a categoria farmacêutica, puderam ser discutidos, e deixamos claro que o CFF e os farmacêuticos têm muito a contribuir.” Walter Jorge João também falou sobre os projetos e ações do CFF para fomentar a inserção do farmacêutico no SUS e melhorar a qualidade da assistência aos usuários do sistema, como a regulamentação das atribuições clínicas, o Profar e o curso Cuidado Farmacêutico no SUS, que já capacitou 1,6 mil farmacêuticos da rede pública em todo o país.

Além do presidente do CFF, Walter Jorge João, participaram da reunião, a vice-presidente Lenira da Silva Costa, o tesoureiro, João Samuel Meira, os assessores da Presidência Tarcisio José Palhano e Zilamar Costa, SÍlvio Machado- membro do Grupo de Trabalho sobre Saúde Pública do CFF e Wellington Barros da Silva, consultor ad hoc do CFF.

Fonte: CFF
Autor: Comunicação

Temos observado, entre usuários do nosso serviço, recor‑ rentes dúvidas sobre as especificidades das bases empre‑ gadas na produção de formulações de uso tópico. Por isso, nesta edição, publicamos artigo que trata dos aspectos que devem ser levados em conta na escolha da forma farmacêutica semissólida apropriada para o tratamento de afecções dermatológicas, incluindo aqueles relacionados ao produto farmacêutico, às características da doença e às preferências do paciente.

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